Quem gerencia contratos de tecnologia precisa de uma resposta rápida para uma pergunta simples: quanto o ICTI variou? Reunimos abaixo a variação anual do índice — sempre comparando dezembro contra dezembro do ano anterior — calculada diretamente sobre a série oficial do IPEADATA.
| Ano | Variação anual (dez/dez) |
|---|---|
| 2014 | 1,94% |
| 2015 | 10,52% |
| 2016 | 7,08% |
| 2017 | 6,03% |
| 2018 | 2,58% |
| 2019 | 6,24% |
| 2020 | 7,42% |
| 2021 | 5,74% |
| 2022 | 7,43% |
| 2023 | 1,17% |
| 2024 | 7,26% |
| 2025 | 3,29% |
| 2026 (até maio) | 2,09% |
Fonte: série DIMAC_ICTI3 do IPEADATA/IPEA, consultada em julho de 2026. O valor de 2026 é parcial (dezembro de 2025 a maio de 2026) e será atualizado conforme o IPEA publica novos meses.
O que os números mostram
A média da série gira em torno de 5% ao ano, mas com oscilações fortes. O pico de 10,52% em 2015 coincidiu com a desvalorização cambial daquele período — hardware e licenças cotados em dólar pressionaram os custos do setor. Já 2023 registrou apenas 1,17%, o menor valor da série, seguido de uma reaceleração para 7,26% em 2024.
Essa oscilação é justamente o argumento para usar um índice setorial: quem reajustou contratos de TI pelo IGP-M em 2021, por exemplo, aplicou o dobro da variação real de custos do setor. E quem simplesmente não reajustou também saiu perdendo: nos cinco anos fechados de 2021 a 2025, o ICTI acumulou 27,32% — um contrato parado desde 2020 está mais de um quarto defasado frente aos custos reais de tecnologia.
Como usar esses dados no seu contrato
A tabela acima serve para contexto e planejamento de orçamento. Para o reajuste em si, o cálculo correto usa os índices dos meses exatos previstos no contrato — não a variação de ano cheio. É isso que a nossa calculadora faz: você informa a data do orçamento e o mês do reajuste, e ela busca os índices corretos na API do IPEA e aplica a fórmula padrão, sem arredondamentos intermediários.